Acredita-se que a primeira pipa do mundo tenha surgido na China, há cerca de 120 anos a.C. criada por um general chamado Han Hisin, com o objetivo de medir a distância de um túnel a ser escavado no castelo imperial. E logo que surgiram, eram utilizadas para fim militares, e eram empregadas para levar mensagens secretas para os aliados. Tornando-se uma arte popular daquele país. Aos poucos, foram levadas para países vizinhos como Japão e Coreia.
O político
e inventor norte-americano Benjamin Franklin utilizou
uma pipa para investigar e inventar o pára-raios. Em 1752 ele demonstrou definitivamente a
importância das pipas na história da Ciência, prendendo uma chave ao fio da
pipa ele a empinou num dia de tempestade. Acontece que a eletricidade das
nuvens foi captada pela chave e pelo fio molhado, descobrindo assim o
pára-raios.
O inglês Roger Bacon, no ano de 1250, escreveu um longo estudo sobre as asas acionadas
por pedais, tendo como base experiências realizadas com pipas. O
gênio italiano Leonardo Da Vinci, em 1496, fez projetos teóricos com nada menos que 150
máquinas voadoras, também baseados na potencialidade das pipas.
Hoje, no oriente,
as pipas têm ainda um significado religioso, tendo por finalidade
"espantar maus espíritos".
Uma lenda
coreana afirma que, um velho general, teria feito subir uma pipa, durante a
noite, sobre suas tropas. Como a pipa tinha uma lanterna, o general afirmou que
se tratava de uma nova estrela que surgia, sendo um sinal de vitória para seu
exército, conseguindo assim uma motivação maior de seus soldados.
Na China, no
dia nove de setembro é comemorado o "Dia do Papagaio". Adultos e crianças
do sexo masculino dirigem-se às colinas para empinar suas pipas. E no Iraque as
pipas são empinadas a noite, com lanternas, a fim de encherem a noite com
estrelas artificiais. Em ilhas do Pacífico, as pipas são feitas de folhas de
bananeira e usadas na pesca.
Porque
a pipa sobe?
Se empinarmos uma pipa sem vento, ela
cai, devido à força da gravidade. Uma pipa solta, sem linha, empurrada pelo
vento, acompanha o movimento da corrente de ar.
O vento bate de frente com a vela, e
estando a pipa na inclinação ideal (25º a 30º), a tendência seria arrastá-la
e tira-la de sua posição. Mas por causa da linha, o vento não pode arrastá-la.
Como os estirantes mantêm a pipa na posição inclinada, o vento bate e desvia
para baixo, e a pipa sobe por reação, junto com a linha presa na mão do
empinador.
Em suma, a
subida da pipa se da devido ao escoamento do vento sobre suas asas, formando
uma zona de baixa pressão em cima da pipa, fazendo com que ela suba.
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